O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elegeu, em votação simbólica realizada nesta terça-feira (14), o ministro Nunes Marques como seu novo presidente. Atual vice-presidente da Corte, Marques assumirá o comando após o término do mandato da ministra Cármen Lúcia, previsto para o final de maio. O ministro André Mendonça será o novo vice-presidente.
A escolha para a cúpula do TSE segue um rito particular: a votação é simbólica porque a presidência e a vice-presidência são tradicionalmente definidas pela antiguidade entre os ministros que também compõem o Supremo Tribunal Federal (STF). Com o fim do mandato de dois anos da ministra Cármen Lúcia à frente do tribunal, Nunes Marques, o ministro mais antigo após ela, é automaticamente eleito para a posição.
Diante da proximidade do período eleitoral de 2024, a ministra Cármen Lúcia decidiu antecipar sua saída do tribunal. Embora pudesse permanecer em atuação na Corte até agosto, ela sinalizou sua intenção de se dedicar exclusivamente às atividades do Supremo. O intuito é garantir uma transição suave e estável na liderança da Justiça Eleitoral.
Com a saída de Cármen Lúcia, uma vaga de ministro efetivo no TSE será aberta. Quem assumirá essa posição será o ministro Dias Toffoli, que já atua como substituto e passará a ter participação plena nas decisões da Corte.
Natural de Teresina (PI), Kassio Nunes Marques, 53 anos, foi indicado ao Supremo Tribunal Federal em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, preenchendo a vaga do ministro aposentado Celso de Mello. Antes de sua chegada ao STF, Nunes Marques construiu uma sólida carreira jurídica, atuando como desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, com sede em Brasília. Ele também exerceu a advocacia por aproximadamente 15 anos e teve experiência como juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí.




