O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a investigação interna da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não encontrou qualquer prova de que uma médica teria tentado vender o medicamento Mounjaro dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O caso ganhou repercussão após uma paciente denunciar que a profissional teria oferecido o remédio, utilizado para tratamento de diabetes e perda de peso, durante uma consulta na unidade do bairro Leblon.
Segundo o prefeito, a apuração administrativa indica que houve apenas uma recomendação médica, e não uma oferta comercial.
“A nossa investigação interna não está apontando que houve qualquer tentativa de venda de medicamento dentro das nossas unidades de saúde. Recomendar é diferente de vender. Ofertar uma receita ou um medicamento para tratamento de saúde é diferente de vender”, declarou Abilio, nessa quarta-feira
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) já solicitou informações oficiais à prefeitura para analisar a conduta da profissional. Abilio destacou que enviará os dados ao conselho para garantir o direito de defesa da médica.
“Qualquer médico é liberado para fazer a recomendação que ele assim entender. Um médico pode receitar um medicamento que está fora da lista do SUS, não tem problema nenhum”, pontuou o gestor, acrescentando que o fármaco em questão exige refrigeração e protocolos que tornariam inviável a venda direta no balcão de uma UPA.
"Acusação vazia"
Durante a fala, o prefeito questionou a veracidade da denúncia e revelou que a paciente se recusou a registrar o boletim de ocorrência quando foi acionada pela prefeitura.
“Nós fomos chamar aquela paciente para fazer o boletim de ocorrência e ela não quis ir. Mas nós fizemos o registro. Agora cabe à polícia, se entender necessário, chamar a paciente e investigar”, afirmou.
Abilio sugeriu que a situação pode ter sido um mal-entendido por parte da denunciante, que passou por pelo menos cinco médicos diferentes nas unidades de saúde recentemente.
“Essa acusação muito vazia que ela fez prejudica as acusações graves, as acusações sérias de pacientes que passam por problemas reais. Não sei se ela entendeu errado, mas não levaria aquela acusação tão ao pé da letra como ela foi dita”, concluiu o prefeito.




