Um jovem de 24 anos morreu após intoxicação por metanol, segundo dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT).
Ele estava internado desde o dia 18 de novembro em um hospital particular de Barra do Garças, onde o exame toxicológico confirmou presença da substância em amostra biológica. Ele não chegou a receber antídoto durante o tratamento. O jovem era de Querência-MT.
Com a morte do rapaz, confirmada na terça-feira (2/12), Mato Grosso soma seis casos confirmados com quatro mortes de intoxicação por metanol, além de um caso em investigação e oito descartados.
Entre as mortes já confirmadas estão também a de uma mulher de 42 anos, moradora de Itanhangá, e de uma mulher de 30 anos, residente em Várzea Grande. Segundo a SES-MT, a intoxicação por metanol representa um desafio à rede de saúde porque os sintomas iniciais são inespecíficos e podem ser confundidos com os de uma embriaguez comum.
Entre 6 e 12 horas após a ingestão, costumam surgir quadro de náusea, vômito, dor abdominal, cefaleia e confusão mental. A partir de 12 a 24 horas, ocorre a fase de toxicidade mais grave, com risco elevado de sequelas permanentes.
Conforme a secretaria, podem aparecer alterações visuais: visão turva, fotofobia e pupilas dilatadas, podendo evoluir rapidamente para cegueira irreversível; comprometimento neurológico: cefaleia intensa, convulsões e coma e alterações metabólicas: respiração rápida e profunda




