RIBEIRÃO CASCALHEIRA — Servidores da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Setor Alvorada denunciam estar sendo vítimas de assédio moral e desvio de função. Segundo relatos, profissionais da saúde estariam sendo obrigados a realizar serviços de limpeza, tarefa que não corresponde às atribuições de seus cargos.
De acordo com uma servidora, que preferiu não se identificar por medo de represálias, a situação ocorre porque a prefeita Elza Divina Borges Gomes e a Secretária Municipal de Saúde não teriam contratado profissionais responsáveis pela limpeza da unidade.
“Estamos sendo obrigados a limpar o posto de saúde, mesmo não sendo nossa função. A prefeita já deixou claro que não pretende contratar ninguém e disse que, se quisermos trabalhar em um ambiente limpo, teremos que fazer a limpeza por conta própria”, relatou a funcionária.
Os servidores afirmam que o clima dentro da unidade é tenso e desmotivador, e que muitos temem sofrer punições caso se recusem a cumprir as tarefas impostas. A falta de profissionais de limpeza, segundo eles, tem prejudicado tanto o ambiente de trabalho quanto a qualidade do atendimento oferecido à população.
Prefeita vai pessoalmente ao posto e leva advogados
Na manhã desta sexta-feira (14), a prefeita Elza Divina Borges Gomes esteve na UBS do Setor Alvorada acompanhada de dois advogados. Segundo relatos, a gestora teria exigido que alguns servidores assinassem um documento sob ameaça. Ainda conforme os funcionários, antes do início da reunião, todos foram obrigados a colocar seus celulares sobre a mesa, impedindo qualquer tipo de gravação ou registro.
A atitude aumentou a sensação de intimidação entre os servidores, que afirmam ter se sentido coagidos durante o encontro.
Possível atuação do Ministério Público
Diante das denúncias de assédio moral, intimidação e possível coação de servidores públicos, especialistas apontam que o caso pode exigir uma atuação imediata do Ministério Público. A promotoria deve ser acionada para apurar possíveis abusos de autoridade, desvios de função e práticas que violem direitos constitucionais e trabalhistas dos funcionários municipais.
Posicionamento
A redação da Agência da Notícia tentou contato telefônico com a atual gestora para comentar as denúncias apresentadas nesta reportagem, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.




